(Mc 16, 15-18)
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cristianismo é um povo todo missionário, pois tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, conforme o propósito do Pai. A Igreja cristã (o cristianismo) como um todo foi chamada para ser discípulo e ordenada para ser missionária. Ele recebeu de Jesus de Nazaré, o Cristo-irmão compassivo e misericordioso a missão de ir para o mundo inteiro para anunciar e testemunhar (com atos e ditos) o Evangelho de Deus para toda criatura (v.15; Mt 28,19). Essa missão é de responsabilidade de todos os batizados, cada qual conforme o dom da graça recebido do Espírito Santo. O estado de vida dentro da Igreja não é o sinônimo de privilégio de dom e carismas para o ministério da Igreja. O que difere os membros no exercício do ministério eclesial é, portanto, o dom da graça e/ou carisma específico concedido a cada um/uma (cf. Rm 12,6-7). Todos os cristãos e cristãs, através do Batismo, participam diretamente na vida e missão de Jesus Cristo como Rei, Sacerdote e Profeta, cujo ofício para coordenar (governar), santificar e ensinar. Esse é o exercício de direito divino, concedido desde a criação e reafirmado e certificado definitivamente no Batismo e, ao mesmo tempo, a missão de responsabilidade batismal. Esse é o princípio teológico fundamental inviolável e que deve ser conservado, custo que custar. O que vem depois desse é o acréscimo, o relativo, mera invenção.
Como fazer missão, hoje, em um mundo tão plural marcado pela transitoriedade radical e individualismo fechado? Que tipo de missão pode ser feita em um mundo cheio de religiosidade? Qual é a finalidade da missão do cristianismo? Onde e como deve ser feita a missão da Igreja?
Deus se manifesta livremente a cada um/uma, a cada época, a cada cultura, a cada contexto. Portanto, fazer missão, hoje, não é ensinar dogmas e doutrina de um determinado sistema religioso, mas, muito pelo contrário, compartilhar as experiências do amor de Deus para com todos e todas, independentemente das crenças e filosofias religiosas. O método que deve ser adotado para o trabalho missionário no mundo em que estamos vivendo é, sem resta de dúvida, o diálogo com toda a humanidade de boa vontade, em um espírito de humildade, em vista do objetivo comum: a humanização da vida e sua salvação através do exercício do direito, da justiça, da liberdade para garantir a paz verdadeira e a harmonia entre os povos, que são a índole do Reino de Deus.
A missão cristã não se limita em um determinado lugar e para um povo específico. Pois, o cristianismo é um povo católico, isto é, um povo chamado e reunido, vindo de todos os lados e enviado para todas as direções (todas as nações). Chamado para ser fermento para levedar toda a vida da criação; ser sal para condimentar todos os sabores da convivência social fraterna; ser luz para iluminar todas as vias da salvação; ser caminho para oferece a direção rumo à comunhão; ser rede para reunir toda a humanidade feita uma família de irmãos e irmãs de um e único Pai, no aqui e agora de vida, e depois quando Deus se torna tudo em todos (1Cor 15,28). Dizer de modo resumidamente, a missão cristã é revelar ao mundo o rosto amoroso, compassivo e misericordioso do Deus de Jesus Cristo. Essa tarefa não é fácil, claro, mas não significa impossível. A consciência da própria responsabilidade batismal pressupõe a constante transformação e renovação interior e o empenho no discernimento missionário e no testemunho evangélico da proximidade do Reino de Deus da fraternidade.
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BH., 24/01-2012
Lukas Betekeneng
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